RESENHA: Extras

Sinopse: No quarto livro da série, A Era da Perfeição ficou no passado. A libertação promovida graças aos esforços de Tally Youngblood deu fim a uma cultura onde a beleza e as modificações cerebrais, que transformavam todos em avoados, eram a base do sistema. Nesse novo mundo onde Aya Fuse — não apenas uma Feia de 15 anos, mas uma Extra — tenta sobreviver, existe uma coisa muito mais importante e poderosa do que a beleza: a fama. Ocupando o 451.611º lugar em uma tabela que mede a popularidade das pessoas, Aya é só uma Extra nesse complexo sistema social. Mas a descoberta de um grupo de misteriosas meninas que se arriscam a surfar em trens magnéticos pode ser a oportunidade perfeita para alcançar o seu lugar no topo. Uma matéria tão boa que irá despertar o interesse de todo mundo, incluindo alguém há muito desaparecido.
Editora: Galera Record
Autor(a): Scott Westerfeld
Onde Comprar: Saraiva|Submarino|Cultura
Classificação:

Adoro a série Feios. Um dos primeiros livros que resenhei para o blog foram os dessa série e só tenho elogios para Scott Gênio Westerfeld. Esse não é outro livro da trilogia, mas tem o mesmo “universo” com personagens diferentes.

Em Extras a protagonista é Aya, ela tem 15 anos e é uma Extra (o equivalente para Feio na Era da Perfeição). Depois que Tally Youngblood transformou a sociedade de avoados em pessoas “borbulhantes” e pensantes, o mundo mudou radicalmente. Agora as pessoas escolhem se e como farão sua própria cirurgia sem os efeitos colaterais da antiga e a beleza não é mais uma obrigação, mas mesmo com tudo diferente ter 15 anos continua sendo um saco.
Aya Fuse sabe bem disso, além de ainda ser uma Feia (não passou pela cirurgia por imposição dos pais) ela é também uma Extra, ou seja, sua posição no ranking de popularidade beira os seis dígitos e o anonimato é uma sombra que a persegue.

Numa sociedade na qual o mais importante é ser notado, é de se esperar que os personagens tenham atitudes mesquinhas e narcisistas, mas como Scott sempre sabe o que faz, isso não é uma regra. A ideia de ser popular está atrelada a divulgar uma matéria que entretenha a todos, seja ela de cunho egoísta ou não. Por isso, um dos personagens mais importantes da trama é na verdade uma câmera portátil: a Moogle.
Como sempre, não faltam elementos que lembrem nossa sociedade atual, a busca pela fama e as câmeras portáteis me lembraram muito os tais canais do Youtube.
Assim como em Feios, Scott cria uma atmosfera na qual há um certo tom de conspiração em tudo que cerca a atividade do governo e das pessoas que detém a fama e, consequentemente, o poder. Porém, ao terminar de ler a sensação que tive não foi de inconformidade com os rumos da distopia, pelo contrário, me senti muito bem com a história. Percebi que nem tudo é um truque para nos enganar e que no fundo os grandes vilões somos nós mesmos.

Não é o meu livros preferido da série, o começo lento me deixou entendia em algumas partes, só a partir da Parte II que meus olhos não conseguiram desgrudar das páginas. É uma história empolgante e misteriosa, o final me surpreendeu de tal forma que só o Gênio consegue, o livro foge dos clichês das distopias e trás uma mensagem de esperança que me fizeram sorrir ao ler o final.
Enfim, é uma das obras geniais do Scott e por isso está mais do que recomendado!

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